O que é uma Conta Internacional?
Conta internacional é qualquer conta bancária ou conta em corretora de valores aberta e mantida por um brasileiro em uma instituição financeira localizada fora do Brasil. Pode ser uma conta corrente em banco americano, uma conta de investimentos em corretora como Interactive Brokers ou Charles Schwab, uma conta em banco europeu ou uma conta de pagamento em plataformas como Wise ou Nomad.
Abrir uma conta no exterior é legal, regulamentado e cada vez mais acessível para brasileiros. Não exige um valor mínimo, não exige morar fora do Brasil e não configura evasão fiscal — desde que a conta seja declarada corretamente à Receita Federal e, quando aplicável, ao Banco Central.
Como funciona para brasileiros?
O processo varia por instituição, mas em geral envolve: enviar documentos de identificação, comprovante de residência brasileiro e, em alguns casos, declaração de origem dos recursos. Corretoras americanas como Interactive Brokers aceitam clientes brasileiros residentes no Brasil com documentação relativamente simples.
Uma vez aberta, a conta precisa ser declarada no IRPF anualmente, na ficha de Bens e Direitos, independentemente do saldo. Se o saldo superar o equivalente a USD 1 milhão em 31 de dezembro de cada ano, a conta também precisa ser informada na DCBE (Declaração de Capitais Brasileiros no Exterior), entregue ao Banco Central.
Os rendimentos gerados na conta — juros, dividendos, ganhos de capital — precisam ser informados no IRPF e, a partir da Lei 14.754/2023, são tributados à alíquota de 15% anualmente.
Qual a diferença entre conta bancária e conta em corretora no exterior?
Uma conta bancária no exterior (como em banco americano, português ou suíço) serve principalmente para guardar dinheiro, fazer transferências e pagamentos. Uma conta em corretora no exterior (como Interactive Brokers ou Schwab) serve para investir: comprar ETFs, ações, Treasuries e outros ativos negociados em bolsas internacionais. Para fins de declaração fiscal, ambas são tratadas de forma similar no IRPF — o que muda é a natureza dos ativos custodiados dentro de cada uma.
Quais os riscos?
O principal risco é a não declaração: omitir uma conta no exterior no IRPF configura infração tributária com multas que podem chegar a 150% do imposto devido, além de sanções pela Lei de Lavagem de Dinheiro em casos mais graves. Outro risco é a exposição a estate tax americano: ativos em corretoras americanas classificados como US situs ficam sujeitos ao imposto de herança dos EUA acima de USD 60 mil. Por fim, existe o risco cambial de segunda ordem: ativos dolarizados valorizam em reais quando o dólar sobe, mas a percepção de retorno pode distorcer decisões de alocação.
Como a Dani Rolim pode ajudar?
A Dani orienta a abertura e estruturação de contas no exterior dentro de um planejamento patrimonial integrado — garantindo que cada conta esteja corretamente declarada, que os ativos custodiados sejam adequados ao perfil e objetivos do cliente, e que a exposição a riscos como estate tax seja gerenciada. Conheça o trabalho da Dani em Patrimônio Internacional →
